Final da expedição


Depois de Pecixe, onde fomos recebidos com honras de Chefe de Estado, rumamos à capital. Estávamos na última etapa da nossa viagem de reconhecimento à Guiné Bissau.  A viagem foi longa, longuíssima, percorrida uma velocidade extremamente baixa. Era muito grande a fadiga. A meio do percurso fomos surpreendidos com uma corda enorme a cortar a estrada, qualquer coisa como uma operação STOP.

Na manhã seguinte visitaram-se alguns locais em Bissau, o mercado, sempre colorido, a lota e a fantástica confusão de um trânsito caótico, mas onde todos milagrosamente se entendem. Não há buzinas a tocar na cidade, nem gente aos gritos. Abunda a paciência.

O nosso “Programa Oficial” contava ainda com uma visita ao Hospital de Cumura, uma leprosaria bem conhecida na região e até no exterior. Gerido por pessoas ligadas à Igreja Católica, ali são tratados, além de leprosos – doença cada vez com menor incidência na região – doentes com sida e tuberculose. O Frei Victor, também médico de formação, e a Irmã Valéria comandam, com total eficácia, aquela “nau”. Várias vezes por ano, acontecem verdadeiras expedições de médicos cirurgiões, unicamente para operar doentes. Saem do aeroporto, rumam a Cumura, 15 dias depois, retornam a Portugal. O hospital concentra, nesse período, o maior numero possível de pacientes, por forma a optimizar e rendibilizar o esforço e a despesa.

Foi fantástico! Obrigado Guiné-Bissau! Voltaremos, se Deus o permitir.

Texto: João Brito e Faro
Fotos: António Vieira, Norberto Sousa, António Alves, José Magalhães e Mário Barroco de Melo.