Pecixe – 2ª parte (2 Março 2011)


Tendo dado o tempo suficiente para a apreensão das últimas imagens de Pecixe, vamos rumar ao clímax desta viagem.
Confortados com as bentanas que há poucas horas saltavam no balde [Foto 33] lá seguimos, capitaneados pelo Mário Saiegh, para o Reino de Pecixe [Foto 36] onde seremos recebidos pelo Régulo [Foto 35], corte e algumas das suas 6 mulheres.

A construção, em terra com cobertura vegetal, tem um formato elipsóide estrruturando-se em torno de um “claustro” central e é extremamente fresca; feitas as apresentações [Foto 34] tomamos assento [Foto 41] na companhia dos homens grandes [Foto 37, 38, 39] e do tradutor, iniciando-se as rotinas protocolares onde se incluem algumas ofertas nomeadamente para as escolas locais [Foto 40].

Aqui ficamos, a absorver o ambiente [Foto 42], pensaria ter recuado no tempo se a câmara do Norberto [Foto 44] e as questões do António[Foto 43] me não ancorassem realidade, por vezes dura, destas gentes.
Não querendo antecipar o que irão apreciar na reportagem da “nossa” TVI, fique a nota do prazer que foi fruir da sabedoria notável deste homem, cerca de 90 anos de lucidez e determinação, culminando a audiência na inevitável foto oficial do momento [Foto 42A].

Aproveitando a ocasião organizou-se uma festa de que só poderemos desfrutar parcialmente (a maré das 21H00 condiciona-nos); vamos ter o privilégio de assistir a danças que há muito deixaram de se fazer, como a da escolha das esposas pelo Régulo (a tradição já não é o que era), e muitas outras que ainda são dançadas em diversas outras ocasiões significativas da comunidade.

Dirigimo-nos a um grande terreiro dominado pelo poilão, a árvore nacional onde habita o irã medianeiro entre homens e deuses, e cumprido o protocolo [Foto 45 ] começa a dança [Fotos 46 a 55] que irá durar e continuar até termos de nos retirar [Foto 56 ].

Quem teve a paciência de nos acompanhar até aqui já está a estranhar esta tranquilidade, tudo em cima dos veículos e a pickup que nos trouxe recusa-se a pegar. Aperta, desaperta, espreita, empurra, reboca, e a reboque [Foto 57] teve de vir com o atractivo de o João ter metido na cabeça a necessidade de não se perder a maré e as travagens terminarem sempre muito próximas do 110 e com o coro de alívio dos passageiros e motorista da pickup…

Lá se colocou o 110 na lancha de desembarque, rumo a Ponta Pedra a relaxar das emoções do dia, e ao desembarcar somos rodeados por um grupo de jovens Balantas [Foto 58, 59 e 60]; cantam dançam e fazem tropelias em tradição preparatória do fanado (circuncisão), englobando-nos na festa [Fotos 61 e 62].

Dentro de cerca de três horas estaremos de novo em Bissau.

“Click” nas miniaturas para abrir e ampliar as fotos (800pixel)…!  {gallery}2011/pecixe2{/gallery}   Mário Barroco de Melo

Fotos dos viajantes

Agora, falta o resto… a continuar em breve!